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Dados Econômicos ACIRP

Dados econômicos de Ribeirão Preto

Dados Econômicos

O Instituto de Economia Maurilio Biagi, atende aos associados da ACIRP sob a orientação do professor Antonio Vicente Golfeto, dando orientações e apresentando estudos econômicos para investimentos em Ribeirão Preto e região.

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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos empresta seu nome ao índice de Custo de Vida (ICV), que calcula em duas versões (um a cinco e um a trinta salários mínimos de renda) para a Região Metropolitana de São Paulo. Existente desde 1 955, o índice do Dieese indicava aos sindicatos os índices para as negociações em todo o País.

Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (USP). As taxas da FIPE costumavam, até o Plano Real, ser utilizadas pelo governo para arbitrar reajustes de salários e impostos quando os índices do IBGE não estavam disponíveis e os resultados quadrissemanais tinham grande influência sobre as taxas de juro. Mede a inflação das famílias paulistanas que ganham de um a vinte salários mínimos. Pesquisa os preços de 260 produtos, comparando a média com a média dos 30 dias anteriores. Tem periodicidade semanal de pesquisa.

Índice da FGV que, até o Plano Real, reajustava títulos do setor privado, nos poucos casos de pós-fixação (inflação mais juros) e contratos de fornecimento de bens e serviços entre empresas. Mais raramente era utilizada a variação de um de seus componentes específicos, sejam o IPA e o INCC (na construção de prédios) sejam as chamadas colunas, para itens como os produtos de informática.
É formado por três Ìndices: o índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do índice e acompanha os preços de 431 produtos; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do índice e apura a inflação de famílias que ganham de um a 33 salários mínimos, através da pesquisa de preços de 388 produtos no eixo Rio–São Paulo; o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), com peso de 10%. É calculado entre os dias 1º e 30 de cada mês. Tem periodicidade decenal de pesquisa.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da FGV, até o Plano Real, atualizava um título do governo, as Notas do Tesouro Nacional (NTN) série C, título privados como as debêntures e aluguéis comerciais e residenciais. Neste último caso, somente quando sua variação no período considerado (quadrimestre, semestre ou ano) era inferior a do Índice de Salários Nominais (ISN), teto para os reajustes. Ambos os índices da FGV são composições de outros: o IPC, que mede a evolução de preços ao consumidor no Rio e em São Paulo; o IPA, dos preços por atacado; e o INCC, dos custos nacionais da construção civil. Só difere do IGP no período de coleta dos preços, que considera entre o 21º dia do mês anterior e o 20º do mês em referência. É o parâmetro de inflação do mercado financeiro. Tem periodicidade decenal de pesquisa.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE, pesquisado entre os dias 1º e 30 de cada mês, corrigia os balanços e demonstrações financeiras trimestrais e semestrais das companhias abertas. Como indexador dos salários, sua vida durou até setembro de 1 992, quando os reajustes quadrimestrais passaram a ser regidos pela dobradinha IRSM/FAS. O Índice de Reajuste do Salário Mínimo (IRSM) media a inflação das famílias que ganhavam entre um e dois salários mínimos. Incluía a variação nos preços de 282 produtos colhidos em todo o País entre os dias 15 de cada mês. O Fator de Atualização Salarial (FAS) não podia ser acusado de simplicidade: era o resultado da divisão do IRSM acumulado pela elevação à quarta potência da taxa do IRSM no último mês. O IRSM foi extinto em 01/07/94.

Índice de Preços ao Consumidor Ampliado, que se baseia na evolução na cesta de consumo de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, pesquisado entre os dias 1º e 30 de cada mês, em 11 regiões metropolitanas (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre), coletando 200 mil preços de 1.360 produtos, sem expurgos, abrangendo 40% da população urbana e 30% da população total do País, foi o indexador oficial único da economia, de dezembro de 1 985 até o advento do Plano Cruzado. Tem periodicidade mensal de pesquisa e, em 11/06/99, foi selecionado para ser o índice oficial de acompanhamento da inflação do País, dentro da metodologia do Inflation Targeting.

O Índice de Preços ao Consumidor Ampliado-Especial (IPCA-E), também do IBGE, pesquisado entre os dias 15 de cada mês, mede o custo de vida para famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos nas mesmas 11 regiões metropolitanas do País.

Taxa Referencial de juros calculada pelo BC. É a taxa que define o rendimento das Cadernetas de Poupança e dos empréstimos do SFH. É usada, também, como referência de vários contratos, entre eles os de pagamento a prazo e de seguros em geral.

Até o início do Plano Real, a Unidade Fiscal de Referência (Ufir) atualizava o saldo devedor dos 56 tributos existentes no País. Sua variação corrigida pelo IPCA-E, do IBGE, balizava também o patamar a partir do qual eram taxadas as operações financeiras. Quando o governo corrigia o valor da Ufir, sinalizava uma mudança na sua expectativa de inflação. A Ufir inspirou ainda variantes estaduais, como a Uferj (do Rio corrigida pela TR) e a Ufesp (de São Paulo, corrigida pela Fipe), e municipais, como a Unif (da capital fluminense, corrigida pelo IGP-M) e a Ufinit (de Niterói). A partir da entrada em vigor do real, sua aplicação foi modificada, continuando a ser usada para:
correção de balanços das empresas;
correção da tabela de IR na fonte, de pessoa física;
referência para o ganho de capital nas aplicações financeiras;
e correção para multa de impostos em atraso, pagando o valor corrigido pela Ufir mais a diferença entre ela e a TR como juros.

A partir de 01/09/94, passou a ser corrigida mensalmente, ao início de cada mês, continuando a ser referência para o ganho mensal de capital das aplicações financeiras.
A partir de 01/01/95, a expressão monetária da Ufir passou a ser fixa por períodos trimestrais. Sua base de variação trimestral continuou sendo o IPCA-E, tendo como expressão monetária inicial o valor de R$ 0,6767 para o primeiro trimestre de 1 995. A partir dessa mesma data deixou de ser utilizada como referência para o ganho de capital das aplicações financeiras. Durante o ano de 96, foi fixada por períodos semestrais e, desde 01/01/97, sua periodicidade de correção passou a ser anual.

A reciclagem é um processo industrial que converte o lixo descartado (matéria-prima secundária) em produto semelhante ao inicial ou outro. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. A palavra reciclagem foi introduzida no vocabulário internacional no final da década de 80, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matérias primas não renováveis estavam e estão se esgotando. Reciclar significa = Re (repetir) + Cycle (ciclo).

 

▪ A reciclagem traz os seguintes benefícios

› Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar.

› Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população

› Prolonga a vida útil de aterros sanitários.

› Melhora a produção de compostos orgânicos.

› Gera empregos para a população não qualificada.

› Gera receita com a comercialização dos recicláveis.

› Estimula a concorrência, uma vez que produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo àqueles gerados a partir da matérias primas virgens.

› Contribui para a valorização da limpeza e para formar uma consciência ecológica.

 

▪ Dicas de reciclagem

1- Recicle o vidro. Aproveite as embalagens de vidro para conservar alimento no frigorífico, na geladeira ou no freezer.

02- Uma só pilha contamina o solo durante 50 anos. As pilhas incorporam metais pesados tóxicos.

03- Prefira eletrodomésticos recentes e de qualidade, pois gastam menos energia.

04- Regue as plantas de manhã cedo ou ao cair da noite. Quando o sol está alto e forte, grande parte da água perde-se por evaporação.

05- Uma torneira a pingar significa 190 litros de água por dia que vão pelo cano abaixo.

06- Desligue o fogão elétrico, antes de ter terminado o cozimento, a placa mantém-se quente por muito tempo.

07- Seja econômico: poupe papel, usando o outro lado para tomar notas ou fazer rascunhos. Os pratos e copos de papel são ótimos para piqueniques.

08- Em vez de reciclar, tente preciclar (evitar o consumo de materiais nocivos e o desperdício)

09- Um terço do consumo de papel destina-se a embalagens. E alguns têm um período de uso inferior a 30 segundos. Contribua para a redução do consumo dos recursos naturais.

10- Sempre que possível, reduza o uso do carro. Para pequenas distâncias, vá a pé. Partilhe o carro com outras pessoas. Sempre que puder opte pelos transportes coletivos.

11- As fotocopiadoras e as impressoras a laser utilizam cassetes de toner de plástico, que frequentemente têm de ser substituídas. Contate uma empresa que recicle esse plástico ou que use novamente.

12- Um estudo desenvolvido pela NASA mostra que as plantas conseguem remover 87% dos elementos tóxicos do ambiente de uma casa no espaço de 24 horas. Distribua plantas profusamente por todas as instalações. Escolha espécies de plantas que se dêem bem como pouca luz natural.

13- Instale lâmpadas fluorescentes. Substituir-se uma lâmpada tradicional por uma evita o consumo de energia equivalente a cerca de um barril de petróleo ou 317 quilogramas de carvão, que produziria 1 tonelada de dióxido de carbono (o maior gás de estufa) e 6 quilogramas de dióxido de enxofre, que contribui para a chuva ácida. As lâmpadas fluorescentes, além disso, duram em média 13 vezes mais do que uma lâmpada incandescente. São bons motivos para escolher.

14- Desligue as luzes e os equipamentos (computadores, fotocopiadoras, etc) quando sair do escritório. Está provado que, se durante um ano desligarem-se dez computadores pessoais, à noite e durante os fins-de-semana, vai se poupar em energia o equivalente ao preço do computador. Instale sensores de presença que desliguem as luzes sempre que a sala fique vazia.

15- Calcula-se que um em cada quatro documentos enviados por fax são posteriormente fotocopiados porque o original tende a perder visibilidade. Desta forma gasta-se não só papel de fax (normalmente não reciclável porque é revestido com produtos químicos que são aquecidos para a impressão) mas também o de fotocópia. Compre um aparelho de fax que use papel normal. Funcionam como fotocopiadoras ou impressoras em papel vulgar.

16- Descubra se há locais apropriados para o recolhimento de papel velho. Normalmente, esses locais são organizados pelas autoridades locais ou instituições de caridade.

17- Reduzir, reutilizar e reciclar são as palavras da hora.

Mesma metodologia do IGP-M, sendo calculado entre os dias 11 de um mês e 10 do mês seguinte. Sua finalidade é, com a criação do mercado futuro de IGP-M na BM&F, dar aos participantes uma melhor sinalização para a avaliação do IGP-M futuro.

Foi criada pela Medida Provisória 434, de 28/02/94, com o objetivo de ser o indexador único da economia, juntamente com o cruzeiro real, e integrar o Sistema Monetário Nacional, que continuou como meio de pagamento dotado de poder liberatório até a implantação do Real, em 01/07/94.
A taxa de variação média mensal da URV era determinada pela média aritmética de variações dos seguintes índices de preços:

Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (FIPE), da Universidade de São Paulo, apurado para a terceira quadrissemana;
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-E), da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e
Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas.

O valor da URV no último dia útil do mês em referência era o valor da URV no último dia útil do mês anterior, corrigido pela taxa de variação mensal da URV calculada acima.
O valor da URV era corrigido para cada dia útil do mês em referência pelo fator diário equivalente à taxa da variação mensal da URV. O valor da URV em determinado dia era aquele obtido multiplicando-se o valor da URV do dia útil imediatamente anterior pelo fator diário.
O fator diário era o definido com a raiz de ordem “n” de soma de uma unidade à taxa da URV dividida por 100, em que “n” é o número de dias úteis do mês.
Os valores da URV aos sábados, domingos e feriados se referiam à cotação do primeiro dia útil imediatamente posterior.
O seu valor tinha de estar no intervalo entre três índices (IGP-M da FGV, IPCA-E do IBGE e IPC da FIPE). Seu valor não poderia ser maior do que o maior deles, nem menor do que o menor deles. O dólar comercial de venda tinha como teto o valor da URV.
Em 01/07/94, o Real foi implantado com o valor da URV de 30/06/94 a CR$ 2.750,00; assim, 1 URV = R$ 1,00.

Criado em junho de 1994, media o aumento de preços entre famílias com renda variando de um a oito salários mínimos em 11 regiões do País. Sua primeira divulgação ocorreu em 29/07/94; seu período de coleta ia do 16º dia de um mês ao 15º do seguinte.
Corrigia os contratos não-financeiros, o cálculo da correção dos salários (nas datas-bases), do salário-contribuição e dos benefícios de Previdência Social. Não se aplicava aos contratos firmados no mercado financeiro por instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

A TR foi criada no Plano Collor II, com o intuito de ser uma taxa básica referencial dos juros a serem praticados no mês iniciado e não como um índice que refletisse a inflação do mês anterior. Ela substitui o Bônus do Tesouro Nacional Fiscal – BTNF, como o índice de remuneração básica da caderneta de poupança e do FGTS. Também deveria funcionar como uma Libor ou Prime Rate.
A TRD, por sua vez, era a TR rateada pelo número de dias úteis do mês a que se referia a TR e servia como referência aos valores pró-rata ou descasados do período mensal cheio. A TRD foi extinta por Medida Provisória em 01/05/93.
Atualmente (01/01/05), o cálculo da TR tem como base o valor da TBF sobre o qual é aplicado um redutor R definido pelo governo:

TR = 100 X {[(1+TBF/100)/R]-1}

O cálculo do R sofreu diversas modificações até que, em 21/12/00, através da Resolução 2.809, foi estabelecida a sua fórmula como sendo R=(a+bxTBF/100), que é calculado diariamente, inclusive para os dias não úteis.
O valor de a é 1,005, e o valor de b é determinado de acordo com uma tabela específica em função da meta estabelecida para a taxa Selic, em termos percentuais ao ano, pelo BC.
Este método de cálculo tem o objetivo de reduzir a instabilidade da TR pela variação dos dias úteis do mês e tornar transparente seu cálculo, minimizando as flutuações na remuneração entre a caderneta de poupança e os depósitos a prazo (CDB/RDB).
A TR é divulgada todo dia útil pelo BC, informando o valor ou valores no caso de dia útil que se segue a dia(s) não útil(eis), calculado(s) para o(s) dia(s) de referência, através de Comunicado que informa a(s) TBF e o(s) redutor(es) R da(s) TR, compondo o(s) seu(s) valor(es) final(is)

Em novembro de 1 994, o BC, por delegação do CMN, definiu as formas de cálculo e apuração da TJLP, cuja finalidade é de estimular os investimentos nos setores de infra-estrutura e consumo e, ao mesmo tempo, ajudar a inverter a “curva de rendimento” que até 1 994 sempre privilegiou os investimentos de curto prazo com juros maiores.
A TJLP vem sendo aplicada na ponta de captação para remunerar três fundos compulsórios: o PIS/PASEP, o FAT e o Fundo de Marinha Mercante. Na ponta de aplicação, ela vem sendo utilizada nas linhas já existente do BNDES, como Finame, Finem e BNDES Automático, substituindo a TR. A TJLP é válida para os empréstimos de longo prazo, seu custo é variável, mas permanece fixo por períodos mínimos de três meses.
Atualmente (01/01/05), o cálculo da TJLP segue o determinado pela Resolução 2.654, de 30/09/99, quando então seu cálculo passou a ter como base a inflação média pro rata prevista pelo IPCA para os próximos 12 meses dentro do conceito de metas de inflação, com ponderação de 50%, acrescido do prêmio de risco Brasil também com peso de 50%, mantendo sua periodicidade de vigência e de recalculo no trimestre civil. O valor é divulgado via resolução do BC ao final de cada trimestre civil, para vigorar no trimestre seguinte.
EXEMPLO:
Em 17/12/03, para vigorar no primeiro trimestre civil de 2 004, foi calculada uma TJLP de 10% a.a., formada pelas parcelas de 5,5% da meta de inflação e de 4,5% de prêmio de risco.

É a taxa de referência do mercado, e que regula as operações diárias com títulos públicos federais, pois é a sua média diária que reajusta diariamente os preços unitários (PU) dos títulos públicos. Representa a taxa pela qual o BC compra e vende títulos públicos federais ao fazer sua política monetária. É determinada nas reuniões periódicas do Copom.
Anteriormente, em 01/07/96, com a doação de um novo sistema de Redesconto, a taxa Selic, sendo a base do custo do dinheiro na economia, deixou de ser definida pelo BC e passou a ser determinada pelos mecanismos de mercado com base no conceito de “oferta e procura por liquidez”.
A taxa Selic passou a estar inserida numa “banda de juros” com limite inferior (piso) de TBC e superior (teto) de Tban.
Se o mercado estivesse líquido, a taxa Selic tenderia a ser igual ou próxima da TBC, caso contrário, havendo iliquidez, as instituições financeiras saberiam que poderiam, pelo novo Redesconto, limitar seu custo máximo de captação pela Tban. Assim, o BC, não tendo mais que intervir diariamente no mercado, poderia direcionar-se para atuar nas operações de médio e longo prazos sem se preocupar com o interior da “banda de juros”, mas apenas com o rompimento dos seus limites inferior e superior.
Voltou a ter sua função de taxa básica referencial do sistema financeiro com todos os seus atributos originais, a partir da extinção, em 05/03/99, das TBC e Tban.

A TBC foi criada em 1 996 para mudar a forma de controle dos juros no mercado aberto, adotando a estratégia de apenas sinalizar o patamar mínimo de juros, deixando que os bancos ajustassem entre si as taxas do dia em função da liquidez do mercado. O objetivo com a TBC era ofertar crédito às instituições financeiras a um custo menor que a taxa over Selic.
A TBC servia de parâmetro para as intervenções diárias das AM no mercado, além de corrigir todos os empréstimos de Redesconto concedidos às instituições financeiras dentro do valor-base e desde que com garantias em títulos públicos federais livres. Desta forma, ajudava a balizar o custo do financiamento diário das carteiras de títulos públicos.
Substitui a taxa Selic como piso de referência para o mercado.
O valor da TBC era mensal e determinado pelo Comitê de Política Monetária – Copom –, ao final do mês anterior ao de vigência.

A Tban foi criada para que, junto com a TBC, estabelecesse os limites de custo dos recursos concedidos aos bancos no sistema de Redesconto. A Tban seria o parâmetro de juros sempre que fossem sacados no Redesconto valores acima do valor-base ou, então, fossem dadas, pelas instituições financeiras, garantias diferentes dos títulos públicos federais livres. O objetivo com a Tban era instituir uma linha a custo maiores para as instituições financeiras com desequilíbrios temporários de fluxo de caixa.
Funcionava como uma taxa-teto de referência para o mercado.
A idéia de TBC e de Tban foi tomada emprestada ao Bundesbank. As duas linhas foram encerradas pouco depois da flutuação do real. Elas tinham também a finalidade adicional de criar um contrapeso às pressões do câmbio, na época fixo, e que perdeu o sentido com o fim da banda cambial.
Tban era fixada mensalmente pelo Copom no mesmo dia que a TBC

Ele foi desenvolvido para ser um índice com a função de parâmetro de referência – benchmark –, para a avaliação mais eficaz da performance das aplicações em renda fixa dos gestores de carteira, substituindo a taxa acumulada de Depósito Interfinanceiro de um dia – CDI over – como o parâmetro das aplicações de renda fixa, que, apesar de ser um título interbancário, passou a desempenhar a função de uma quase moeda para grande parte dos agentes econômicos.
No caso do mercado de renda fixa, a exemplo do que existe em outros países, poderiam ser criados vários índices: índices de títulos públicos, índices de títulos privados, índices com duration fixa, índices misturando papéis prefixados e pós-fixados, e outros mais. Entretanto, por uma questão de pragmatismo e simplificação, ao se tentar substituir o CDI como parâmetro de avaliação do investimento em renda fixa, foi feita a tentativa de elaborar apenas um único índice e buscar sua aceitação de modo amplo para, em um segundo estágio, pensar-se na formação de outros indicadores.
Foi neste sentido que a BM&F e a Andima, com a ajuda da Diretoria de Política Monetária do BC, administradores de fundos e outros profissionais de mercado, juntaram esforços para criar o Índice de Renda Fixa de Mercado – IRF-M.
Até 01/01/2 005, não era possível afirmar que o IRF-M, independente de sua composição, e apesar de sua metodologia extremamente simples, da acurácia dos preços utilizados em sua valorização diária e de sua característica de investible, tenha tido sucesso, junto à comunidade financeira, como um benchmark para as aplicações de renda fixa.
A carteira teórica do IRF-M é composta por todos os títulos públicos federais prefixados em poder do público. Os preços desses títulos são obtidos junto a 40 instituições financeiras – entre as quais os dealers de mercado aberto – indicadas pelo BC, que representam cerca de 90% do giro de mercado desses papéis.
O IRF-M mede a evolução do valor, a preços de mercado, dessa carteira teórica de Letras do Tesouro Nacional – LTN –, de valor inicial de R$ 1.000,00, em que os montantes aplicados em cada vencimento guardam a mesma relação com o estoque desses papéis em poder do público. Para a manutenção dessa característica, a carteira é alterada sempre que ocorrem novas emissões, vencimentos, recompras ou quaisquer outros acontecimentos que afetem o total de LTN em poder do público. O índice foi construído de maneira a expurgar variações em seu valor decorrentes de mudanças nas quantidades de LTN em mercado. Assim, reflete apenas variações no preço de sua carteira.
O peso de um determinado vencimento na carteira do IRF-M é dado pela razão entre seu valor financeiro e o valor financeiro da carteira do índice. Considerações com relação à liquidez de certos vencimentos não foram levadas em conta, em virtude da defasagem de tempo na divulgação dessas informações pelo BC.
Assim, o IRF-M foi construído de maneira a expurgar as variações em seu valor decorrentes de mudanças nas quantidades de LTN em mercado. É um índice de retomo total, mas sem reinvestimento, o encadeado segundo o método de Laspeyres, no qual ponderam-se os preços pela quantidade do período-base.
O IRF-M pode apresentar variação negativa, embora não seja comum. Em um cenário de taxas de juros crescentes, os Preços Unitários (PU) dos títulos caem, o que faz com que o valor de mercado da carteira diminua, acarretando variação negativa.
A rentabilidade do índice é a variação de seu valor no período de tempo considerado. O valor do índice, por sua vez, é o valor de sua carteira teórica no dia respectivo.
Conclui-se que O IRF-M, por não reproduzir o CDI, pode ser um benchmark alternativo para o mercado ao qual se destina. De fato, por ser um índice que reflete a variação do valor de mercado de uma carteira teórica, composta unicamente por papéis prefixados, é um parâmetro adequado para avaliar a performance dos fundos de renda fixa. Além disso, tanto o IRF-M quanto os fundos de renda fixa estão sujeitos ao risco de taxa de juros, ao contrário do CDI, cuja rentabilidade é pós-fixada.

Esse anexo pretende mostrar de forma simplificada metodologia de precificação dos diferentes títulos públicos de renda fixa a nós disponíveis para a aplicação.
O título público de renda fixa prefixada disponível, é a Letra do Tesouro Nacional – LTN. A taxa de juros praticada a cada instante pelo mercado vai influenciar diretamente o PU de negociação em mercado das LTN que, por esta razão (conceito de marcação a mercado), irá subir quando a taxa de juros de mercado cair, e cair quando a taxa de juros de mercado subir.
O valor de uma LTN é dado pela expressão:
PU = 1.000/ [(Tx/100) + 1](n/252)
Onde:
PU = Preço Unitário de emissão, ou de negociação em mercado, expresso com seis (6) casas decimais;
Tx = Taxa anual de juros de emissão, ou de negociação em mercado, na base de 252 dias úteis anuais;
n = Número de dias úteis a decorrer entre a data liquidação financeira da emissão do título, ou de negociação em mercado, e a data de vencimento.
Exemplo:
Calcular o PU de negociação de uma LTN negociada com 63 dias úteis a decorrer até a data de vencimento cotada a uma taxa de juros de mercado de 21% ao ano:
PU = 1.000/ [(21/100) + 1](63/252)
PU = 953,462589
O título público de renda fixa pós-fixada à taxa Selic acumulada disponível, é a Letra Financeira do Tesouro Nacional – LFT.
As condições de oferta e procura das LFT a cada instante pelo mercado vão influenciar diretamente o PU de negociação em mercado do título que, por esta razão (conceito de marcação a mercado), o seu PU irá subir quando ela for negociada com ágio (aumento de procura), pagando uma taxa de juros menor do que a taxa Selic, e cair quando ela for negociada com deságio (diminuição de procura), pagando uma taxa de juros maior do que a taxa Selic.
O valor de uma LFT é dado pelas expressões:
PU = PUcor / [((Tg / 100) + 1)](n/252) quando for negociada com deságio;
PU = Pucor x [((Tg / 100) + 1)](n/252) quando for negociada com ágio.
Onde:
PU = Preço Unitário de emissão, ou de negociação em mercado, expresso com seis (6) casas decimais;
PUcor = PU corrigido pela taxa Selic, expresso com seis (6) casas decimais;
Tg = Ágio ou deságio sobre a taxa Selic em pontos da taxa de juros de mercado anualizada, na base de 252 dias úteis anuais;
n = Número de dias úteis a decorrer entre a data liquidação financeira da emissão do título, ou de negociação em mercado, e a data de vencimento.
Exemplo:
Calcular o PU de negociação de uma LFT, com PU corrigido pela taxa Selic acumulado até a data é de 10% no período, cotada em mercado com deságio de 0,60% sobre a taxa Selic anualizada, negociada com 63 dias úteis a decorrer até o vencimento.
PU = 1.100,00/[((0,60/100) + 1
PU =1. 098.356160
Os títulos públicos de renda fixa pós-fixada com base em outras taxas ou índices da economia disponíveis, são as Notas do Tesouro Nacional – NTN.
A taxa de juros praticada a cada instante pelo mercado, quando do leilão de emissão das NTN vai influenciar diretamente o seu PU de negociação em mercado que, por esta razão (conceito de marcação a mercado), irá subir quando a taxa de juros no leilão cair, e cair quando a taxa de juros de leilão subir.
O valor da NTN cuja atualização é vinculada a um índice de preços associado ao Real seja o IPCA no caso das NTN-B ou IGP-M no caso das NTN-C é dado pela expressão:
PU = VNA x VPL/100
VNA = VN x INDT/INDTo
VPL = SCi/((Tx/100) + 1)(ni/252) + VN 100/ ((Tx/100) + 1)(ni/252)
Onde:
PU = Preço Unitário de emissão, ou de negociação em mercado, expresso com seis (6) casas decimais;
VNA = Valor Nominal Atualizado do título, pela variação do índice de referência;
VN = Valor Nominal no momento da emissão do título, normalmente utiliza-se o valor de 1.000;
VPL = Valor Presente Líquido do somatório dos fluxos futuros de juros pagos periodicamente – Cupons, e do principal pago no vencimento;
INDT = Valor do índice de referência para atualização do título no dia da negociação;
INDTo = Valor do índice de referência para atualização do título no dia de emissão;
Ci = Cupons não pagos, referenciados como um percentual do Valor Nominal, que nessa fórmula assume o valor de 100;
Tx = Taxa efetiva anual de juros de emissão, ou de negociação em mercado, na base de 252 dias úteis anuais;
ni = Número de dias úteis a decorrer entre a data liquidação financeira da emissão do título, ou de negociação em mercado, e a data de pagamento de cada cupom.
Exemplo:
Calcular o PU de negociação de uma NTN-C (valor nominal de 1.000) emitida com juros de 12% ao ano (cupom) acima da variação do IGPM, pagos semestralmente, e cotado a uma taxa efetiva de juros de mercado de 10,20% ao ano.
Para facilitar a demonstração da fórmula, assumiremos que o índice de atualização monetária do título desde a sua emissão até a data de cálculo é de 40%, e que estamos a 21 dias úteis do pagamento de juros do antepenúltimo cupom, e que após o pagamento desse próximo cupom restarão apenas os dois últimos cupons de juros até a data de vencimento final ou de resgate da NTN-C.
VNA=VN x INDT/INDTO
VNA= 1.000 x 1,40/1,00= 1.400,00
O valor do cupom de juros pago semestralmente (considerado 126 dias úteis no semestre) é igual ao valor equivalente (regime de capitalização de juros compostos) da taxa anual de juros do título, ou seja:
Cs = ((1+12/100)(126/252) – 1) x 100 = 5,830052
VPL = 5,830052/((10,2/100)+1)(21/252) + 5,830052/((10,2/100)+1)(147/252)
+5,830052/((10,2/100)+1)(273/252) + 100/((10,2/100)+1)(273/252)
=106,552349
PU = VNA x VPL/100 = 1.400,00 x (106,552349/100) = 1.491,732886

O valor de uma NTN-D cuja atualização é vinculada à variação cambial do Dólar em relação ao Real é dado pela expressão:
PU = VNA x (VPL/100)
VNA = VN x INDT /INDTO
VPL = åCi/(Tx/100+1)(ni/360) + VN100/(Tx/100) + 1)(ni/360)
Tx = (i/200 + 1)²- 1
Onde:
PU = Preço Unitário de emissão ou de negociação em mercado, expresso com seis (6) casas decimais;
VNA = Valor Nominal Atualizado do título, pela variação do índice de referência;
VN = Valor Nominal no momento da emissão do título, normalmente utiliza-se o valor de 1.000;
VPL = Valor Presente Líquido do somatório dos fluxos futuros de juros pagos periodicamente – Cupons, e do principal pago no vencimento;
INDT = Valor do Dólar para atualização do título no dia da negociação;
INDTO = Valor do Dólar para atualização do título no dia emissão;
Ci = Cupons não pagos, referenciados como um percentual do Valor Nominal, que nessa fórmula assume o valor de 100;
i = Taxa nominal de juros de emissão, ou negociação em mercado, na base do ano bancário de 360 dias corridos;
Tx = Taxa efetiva anual de juros de emissão, ou de negociação em mercado, na base do ano bancário de 360 dias corridos;
Ni = Número de dias úteis a decorrer entre a data liquidação financeira da emissão do título, ou de negociação em mercado, e a data de pagamento de capa cupom.
Exemplo:
Calcular o PU de negociação de uma NTN-D (valor nominal de 1.000) emitida com juros de 12% ao ano (cupom cambial), pagos semestralmente, e cotado a uma taxa nominal de juros de mercado de 10,00% ao ano.
Para facilitar a demonstração da fórmula, assumiremos que o índice de atualização do título desde a sua emissão até a data de cálculo é de 40%, e que estamos a 30 dias corridos do pagamento de juros do antepenúltimo cupom, e que após o pagamento desse próximo cupom restarão apenas os dois últimos cupons de juros até a data de vencimento final ou de resgate da NTN-D.
Inicialmente a taxa nominal de juros de mercado tem que ser ajustada como taxa afetiva.
Tx = ((10,00/200 + 1)² – 1) x 100
Tx = 10,25%
VNA = 1.000 x 1,40/1,00 = 1.400,00
O valor do cupom de juros paga semestralmente (considerando 180 dias corridos no semestre) é igual ao valor proporcional (regime de capitalização de juros simples) da taxa anual de juros do título, ou seja:

Cs = ((12/100)/(360/180)) x 100 = 6,00
VPL = 6,00 / ((10,25/100) + 1) (30/360) + 6,00/((10,25/100) + 1) (210/360) 6,00/((10,25/100) + 1) (390/360) + 100/((10,25/100) + 1) (390/360) =
= 106,985887

PU = VNA x VPL/100 = 1.400,00 x (106,98587/100) = 1.497,802419

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